Ao longo da minha vida pública, aprendi uma lição que carrego comigo todos os dias: nenhuma política pública faz sentido se ela não melhorar a vida das pessoas.
Quando converso com mães, pais e familiares de pessoas autistas, percebo que o maior desafio nem sempre é o diagnóstico. Muitas vezes, é a falta de compreensão, o preconceito e a dificuldade de encontrar acolhimento onde deveria existir respeito.
Foi pensando nessas famílias que tive a honra de ser coautor da lei que instituiu o Cordão de Girassol. Muita gente ainda não conhece sua importância, mas ele representa algo muito maior do que um simples cordão. Ele ajuda a identificar pessoas com deficiências ocultas e contribui para que recebam um atendimento mais humano, mais respeitoso e mais consciente.
Mas eu sei que isso é apenas o começo.
Quem convive com o autismo sabe que ainda existem filas para terapias, dificuldades na inclusão escolar, falta de profissionais preparados e muitas barreiras que tornam a rotina das famílias muito mais pesada do que deveria ser.

É por isso que acredito que precisamos ouvir mais quem vive essa realidade todos os dias. São as mães, os pais, os cuidadores e as próprias pessoas autistas que podem mostrar o caminho para construir políticas públicas mais eficientes e mais humanas.
Meu compromisso é seguir trabalhando para ampliar direitos, fortalecer a inclusão e defender ações que garantam acesso às terapias, apoio às escolas, capacitação dos profissionais e mais respeito às pessoas com deficiência.
Incluir não é fazer um favor. É reconhecer direitos. É entender que cada pessoa merece ser tratada com dignidade, acolhimento e oportunidades.
Essa é uma causa que não pertence apenas às famílias atípicas. É uma responsabilidade de toda a sociedade. E podem ter a certeza de que ela continuará tendo um espaço importante no meu trabalho e no meu compromisso com o nosso estado e com o Brasil.




