Com a experiência de quem atuou na ponta durante as tragédias de 2011 e 2022 em Petrópolis, Neskau aponta a necessidade de verbas da União para contenção de encostas, drenagem e estruturação contínua das Defesas Civis locais.
As mudanças climáticas transformaram radicalmente a dinâmica das tempestades no Estado do Rio de Janeiro. No passado, os eventos extremos se concentravam no verão. Atualmente, a Defesa Civil opera em constante alerta durante todas as estações do ano. Diante dessa nova realidade, o pré-candidato a deputado federal e presidente nacional do PRD, Marcus Vinícius Neskau, coloca a captação de recursos federais para infraestrutura e prevenção de desastres como prioridade absoluta.
“Quem vivenciou a dor das tragédias de 2011, que vitimou 900 pessoas na Região Serrana, e de 2022 em Petrópolis, sabe que não podemos tratar eventos climáticos como fatalidades imprevisíveis. As chuvas extremas hoje acontecem em qualquer época do ano. Portanto, as equipes de Defesa Civil não têm mais ‘período de anormalidade’, pois o risco é permanente. Na Câmara Federal, minha luta será para garantir verbas definitivas no Orçamento da União para contenção de encostas e drenagem na Região Serrana”, enfatiza Marcus Vinícius Neskau.
Fundo Federal Permanente para Prevenção
A urgência da pauta é sustentada pela vivência direta de Neskau na Região Serrana. O parlamentar esteve presente no socorro às famílias, no resgate de vítimas, na destinação de emendas e na articulação de soluções governamentais em 2011 e 2022.
Segundo a avaliação do candidato, o modelo atual de resposta a desastres no Brasil prioriza o socorro emergencial em detrimento da prevenção. Por isso, Neskau defende a criação de um Fundo Federal Permanente de Prevenção. Esse mecanismo garantirá repasses diretos e desburocratizados da União para municípios com alto risco geológico. Consequentemente, as prefeituras poderão executar obras preventivas de grande porte que extrapolam os orçamentos locais.
Plano de ação para a Câmara dos Deputados
Nessa perspectiva de fortalecimento institucional, o plano de atuação na esfera federal prevê a destinação de emendas para a modernização das Defesas Civis municipais. O objetivo é aparelhar os órgãos locais com equipamentos de monitoramento de alta precisão, expansão da rede de sirenes e estruturação de abrigos. Além disso, haverá foco na capacitação técnica contínua dos agentes comunitários.
Paralelamente, a articulação política em Brasília buscará recursos ministeriais para obras de macrodrenagem e dragagem de rios, atacando as causas históricas dos alagamentos urbanos.
Completando o diagnóstico, Neskau argumenta que a prevenção é indissociável de uma política habitacional social. Nesse sentido, sua proposta para a Câmara inclui programas federais de moradia voltados para a reacomodação digna de famílias em áreas de risco.
“O morador do interior do Rio não pode viver com medo toda vez que o céu escurece. Precisamos de presença federal firme, com projetos técnicos aprovados e recursos garantidos antes que a chuva caia. Afinal, não se trata de uma pauta secundária, mas de uma questão de segurança pública e de respeito à vida humana”, conclui Neskau.







